sexta-feira, 2 de novembro de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
CENTENÁRIO DE LUIZ GONZAGA
Retorna, Rei, no voo da "Aza Branca"
Planta outra vez teu canto neste chão
Desce num raio feito de baião
Com tua arte genuína e franca
Volta, Rei Lua, e fica no sertão
E o sofrimento desse povo estanca
Corre esse mundo inteiro e alavanca
O valor que o Nordeste tem na mão
Retorna, Lula, que o Exu te aguarda
Veste o gibão, ostenha tua farda
Faz da sanfona cetro e do chapéu
(...)
Exu, 13/ Dezembro/ 2009.
Antônio Marinho

sexta-feira, 16 de março de 2012

No site você ainda pode descobrir qual a poesia combina com você. Eu participei e aqui esta o meu resultado:
Poesia com olhar feminino
Sua alma é feminina e maternal. Você vê algo de encantador mesmo no mais trivial dos acontecimentos, e esse seu delicado otimismo contagia a todos ao seu redor. As crianças de sua vida adoram ouvir suas histórias e considerações sobre os mais triviais dos acontecimentos. Mesmo na tragédia e na melancolia você consegue mostrar a elas a beleza da vida.
Leia mais:
Poesia infantil: diga sim!
Poemas para crianças podem ser lúdicos, lindos e ainda deixar os pequenos mais sensíveis à leitura do mundo, como defende o Prof. Hélder Pinheiro
Você combina com:
1. "O último andar", de Cecília Meireles
2. "Colégio", de Henriqueta Lisboa
1. O último andar (Cecília Meireles)
No último andar é mais bonito:
do último andar se vê o mar.
É lá que eu quero morar.
O último andar é muito longe:
custa-se muito a chegar.
Mas é lá que eu quero morar.
Todo o céu fica a noite inteira
sobre o último andar.
É lá que eu quero morar.
Quando faz luz, no terraço
fica todo o luar.
É lá que eu quero morar.
Os passarinhos lá se escondem,
para ninguém os maltratar:
no último andar.
De lá se avista o mundo inteiro:
tudo parece perto, no ar.
É lá que eu quero morar:
no último andar.
MEIRELES, Cecília. O último andar. In: Ou isto ou aquilo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. p. 35.
2. Colégio (Henriqueta Lisboa)
Dois a dois
dois a dois.
E a fila
serpentina
escorrega
nas escadas
estica-se
nos corredores
projeta-se
nos pátios.
Só o rumor
Tranquilo
dos passos
ritmados.
Do assoalho
batido
como um tambor
sobe poeira
para as narinas
dóceis.
Dois a dois
dois a dois.
A fila parece um barco
elástico
movido por inúmeros
remos.
LISBOA, Henriqueta. Colégio. In: O menino poeta – obra completa. São Paulo: Peirópolis, 2008. p. 72.





Foto: Caca Bratke; artesã: Tânia Pontes Alonso
Poesia educativa
Se é possível brincar e se educar ao mesmo tempo, por que excluir um do outro, não é mesmo? Você sempre encontra (ou cria!) brinquedos e brincadeiras que ensinem seus filhos, sobrinhos e alunos a ler melhor, contar melhor, conhecer países, animais e frutas e assim por diante. E, o mais legal de tudo isso, é que eles se divertem e pedem bis. Na poesia, fique de olho em trocadilhos e onomatopeias, ou em textos que ensinem um determinado conteúdo, como letras e números.Você combina com:
1. "O eco", de Cecília Meireles
2. "As letras", de Lalau
3. "Hora de dormir", de Cláudio Thebas
1. O eco (Cecília Meireles)
O menino pergunta ao eco
onde é que ele se esconde.
Mas o eco só responde: “Onde? Onde?”
O menino também lhe pede:
“Eco, vem passear comigo!”
Mas não sabe se o eco é amigo
ou inimigo.
Pois só lhe ouve dizer:
“Migo.”
MEIRELES, Cecília. O eco. In: Ou isto ou aquilo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. p. 93.
2. (de L a O)
ONDE A LETRA L
DESCOBRIU O LOBO-GUARÁ?
NA COR LARANJA
OU NA LUZ DO LUAR?
A LETRA M
SEMEOU MACAQUICE.
E BROTOU MICO-LEÃO
NA MATA.
A PAIXÃO PELO MAR
FEZ A LETRA N
TRANSFORMAR-SE NUM PEIXE:
O NAMORADO!
OS BICHOS GRITARAM:
- OLHA A ONÇA!
E A LETRA O INVENTOU
A SURPRESA: OHHHH!!!
LALAU E LAURABEATRZ. As letras [DE L A O]. Barueri: Amarilys/Manole, 2009.
3. Hora de dormir (Cláudio Thebas)
Na hora de dormir,
eu sou que nem a luz do quarto:
fico brincando, não canso, brincando...
A luz brilhando, no alto, brilhando...
Aí...
meu pai me chama,
me leva pra cama,
me faz um afago.
Clic,
ele apaga a luz.
E clic,
eu também apago.
THEBAS, Cláudio. Hora de dormir. In: Amigos do peito. São Paulo: Formato, 2005. p. 28.